Mineiro de Araxá (1928), é diplomata, viveu em diversos países e agora está em Brasília. Estreou em 1968, com “Sol dos Cegos”. Nos anos seguintes, fez parte da chamada poesia marginal – é um dos autores reunidos na conhecida antologia que marcou aquela geração, “26 Poetas Hoje”, organizada por Heloisa Buarque de Hollanda. Sua obra poética até 1988 está publicada em “Poesia Reunida”, da coleção Claro Enigma, coordenada por Augusto Massi, que reuniu no final da década de 1990 a poesia contemporânea brasileira.

O poeta é econômico na forma e na frequência com que publica. “Elefante” (2000) é o mais recente. E lá se vai uma década. "Ando sem projeto de livro mas bem contente de ir publicando um ou outro poema inédito em suplementos e revistas", explica Alvim. "Poema publicado faz diferença para mim. Aparece de um modo distinto. Faz pensar na posição que teria num possível livro – e assim, acaba-se pensando no livro. Acertos e erros ficam mais evidentes também. É uma coisa boa que me faz trabalhar."

Na lista que Alvim preparou, a edição e o ano em que leu Drummond, 1955, são registrados.

"Guerra e paz" - L. Tolstói
"O Livro de Sonetos" - Jorge de Lima
"Fazendeiro do Ar & Poesia até Agora" - Carlos Drummond de Andrade (Ed. José Olympio, 1955)
"Corpo de Baile" - Guimarães Rosa
"As Flores do Mal" - Charles Baudelaire
"Em Busca do Tempo Perdido" - Marcel Proust
"Ulisses" - James Joyce
"Senilidade" - Italo Svevo
"Memórias Póstumas de Brás Cubas" - Machado de Assis
"Mínima Moralia" - T.Adorno

Encontre aqui os "dez mais" de Cristovão Tezza.