Painel das Letras

por Josélia Aguiar

 

Autores tatuados

O amor aos livros levou uma rapaziada a tatuar trechos ou imagens relacionadas a seus autores preferidos.

O site "BuzzFeed" fez uma seleção das 20 tatuagens mais bacanas (aqui, em inglês). Dessas, reproduzo três, que fazem homenagem, respectivamente, a Samuel Beckett, F. Scott Fitzgerald e Anais Nin.

 

Para ver mais: no "Flavorwire", a seleção é das dez tatuagens baseadas em quadrinhos indie, de Frank Miller a Robert Crumb (aqui, em inglês).

 

Escrito por Josélia Aguiar às 18h23

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Os heróis da autopublicação

A história da americana Amanda Hocking circula há alguns dias pela internet. A moça de 26 anos, rejeitada por editores depois de muitas tentativas, apostou no “self-publishing”.  Em tempos digitais, fazer e divulgar um livro se tornou mais barato (o que não quer dizer que se tornou mais fácil).  A jovem autora já vendeu quase 1 milhão de exemplares de seus nove títulos, pelos quais amealhou US$ 2 milhões, segundo conta. Ficou rica.

O “Huffington Post”, que publicou vídeo sobre a moça (aqui, em inglês), preparou hoje uma galeria com 13 escritores que também bancaram seus primeiros livros. Desde o século 18 _isso mesmo, século 18. Thomas Paine, Beatrix Potter, Virginia Woolf, Stephen King, entre outros: são alguns dos heróis da autopublicação (aqui, em inglês). 

 

Acima, capa da obra de estreia da escritora de livros infantis inglesa Beatrix Potter. Depois de ser rejeitada por dezenas de editores, pois seu livro ilustrado era um negócio bastante arriscado, ela publicou sozinha 250 cópias, em 1902. Virou sucesso

 

Escrito por Josélia Aguiar às 12h26

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Os emails de Raskolnikov

Só vai ser engraçado para quem já leu "Crime e Castigo".  

O blog HTMLGiant, sobre livros e literatura, imagina como seria hoje a caixa de emails de Raskolnikov (aqui, em inglês).

Escrito por Josélia Aguiar às 09h58

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Bonequinhos de escritores

 

Encontrei no Booklicious (aqui, em inglês) sobre esse concurso realizado faz um tempinho pela Fine Clonier para escolher qual o melhor boneco de figura histórica. A seleção acima é só com escritores. Venceu Mark Twain. Os demais concorrentes podem ser vistos na galeria  da fabricante de brinquedos (aqui, em inglês).

Escrito por Josélia Aguiar às 19h47

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Por que Stieg Larsson é tão popular?

 

Stieg Larsson era um jornalista de esquerda na Suécia da década de 1990 que fundou com amigos uma revista trimestral, a “Expo”. A publicação se posicionava contra a onda neonazista que surgia naquela época em várias capitais europeias tomadas de imigrantes. Larsson foi perseguido por diversos grupos racistas.

Era um cara que comia hambúrguer, fumava muito e lia muitas histórias de crimes. No começo dos anos 2000, decidiu escrever nas horas vagas seu próprio romance policial. A primeira editora nem abriu seu pacote. Sete meses após assinar contrato com a segunda editora a receber seus originais, o autor morreu, aos 50 anos, de ataque cardíaco. Em pouco tempo, se tornaria best-seller mundial.

Por que Stieg Larsson é tão popular? A “New Yorker” tentou responder a essa pergunta num artigo recente (aqui, em inglês), escrito por Joan Accocela. 

A trilogia “Millenium” é aparentemente uma história de crime como outra qualquer. Existem defeitos na construção de seu principal personagem e na trama, apontam os críticos. Comparada aos livros policiais mais clássicos,  que costumam ter certo requinte, possui uma atmosfera que impressiona por ser macabra: na  trama de elementos autobiográficos, com herói jornalista e vilões neonazistas, há estupro (hetero e homossexual), incesto, apedrejamento. Outra novidade: talvez nenhum outro romance policial até então apresentara com tanto pormenor o mundo dos computadores. 

Para alguns, grande parte do sucesso se deve também às polêmicas que se seguiram a sua morte prematura. Uma delas: para quem vão os direitos autorais da fortuna? A mulher, o pai, o irmão ou o partido comunista, para quem supostamente teria deixado a herança por meio de um testamento feito sem testemunhas? Outra controvérsia surgiu depois que um colega de Larsson publicou um livro _garantindo também seu quinhão_ com a tese de que ele jamais possuiu talento como escritor; os romances teriam outra autoria, provavelmente sua mulher. 

O sucesso de livros pode ser constatado, nunca previsto, costumam dizer editores. Se soubessem com antecedência o que vai virar best-seller, e em proporções tão soberbas, não perderiam dinheiro com tantas apostas erradas. E eis que, com defeitos e polêmicas, a trilogia “Millenium” vendeu quase 50 milhões de exemplares em todo o mundo. Já teve adaptação para o cinema. Fez surgir vários livros sobre o próprio Larsson. E em mercados de vários países _EUA, França, Alemanha, Japão_, seu êxito provocou ao mesmo tempo a procura por mais histórias policiais e por mais histórias de autores nórdicos.

A próxima Feira de Frankfurt tem como país convidado a Islândia, para buscar o novo sucesso "exótico". No Salão do Livro de Paris, semana que vem, no lugar de um país, serão todos os nórdicos os homenageados. E é sobre histórias policiais os principais debates do Festival Literário que prossegue até a próxima semana em Hong Kong. 

Para saber mais:

O "Financial Times" publicou há poucos dias uma extensa biografia de Stieg Larsson (aqui, em inglês), com ênfase em sua atuação política.

No "Wall Street Journal", perguntava-se no mês passado se o escritor japonês Keigo Higashino seria o "próximo" Stieg Larsson (aqui, em inglês)

Escrito por Josélia Aguiar às 11h52

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Jos�lia Aguiar Josélia Aguiar é jornalista, especializada na cobertura de livros. Assina a coluna Painel das Letras, publicada aos sábados no caderno "Ilustrada".


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