Painel das Letras

por Josélia Aguiar

 

Das dificuldades de publicar

Publicar por conta própria tem seus limites, mesmo no mundo digital (em que tudo é aparentemente mais fácil). Tratei em dois posts de Amanda Hocking (aqui e aqui), a jovem autora americana que vendeu mais de um milhão de exemplares lançando seus livros sozinha, pela internet.

Faltava atualizar aqui: ela já conseguiu vender os direitos de publicação de sua série de quatro livros para a St. Martin’s Press, uma editora tradicional que pagou R$ 2 milhões pelo negócio –disputado por várias casas editoriais durante uma semana de leilão (aqui, em inglês, no "New York Times", sobre o negócio)

As coisas não são tão simples, e, depois de uma década, enfraqueceram muitos dos argumentos sobre as facilidades de publicar digitalmente: esse é o mote do “Bingo da Publicação Eletrônica”, criado por John Scalzi, um autor que também já lançou seus livros pela internet (aqui, em inglês, você chega ao post dele). A piada tem mais graça entre americanos, mas dá para compreender o raciocínio.

  

 

Escrito por Josélia Aguiar às 21h35

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De onde vem a inspiração

Autores sob efeito das drogas, arte publicada na "Lapham´s Quarterly"

Escrito por Josélia Aguiar às 21h20

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Os dez mais, por Michel Laub

Desde a estréia do blog, publico aqui as estantes afetivas de ficcionistas e poetas brasileiros. 

 

A cada um pedi que listasse os “dez livros” que foram e são importantes até hoje em sua formação, os que estão na cabeceira, aqueles que têm como referência, independentemente de serem importantes na história da literatura. 

 

Muitas listas incluem grandes clássicos, claro. Mas há também obras secundárias, ou menores, ou menos aclamadas que têm valor afetivo muito grande, marcam a trajetória de alguém em alguma época da vida ou na formação como autor. São esses os que queremos descobrir.

 

Depois de uma primeira rodada com cinco autores entre os 50 e os 80 anos, apresento nos próximos dias as listas de cinco na faixa dos 30-40 anos: não são mais “autores novos”, pois muitos já publicaram diversos livros e até receberam prêmios. Mas podemos chamá-los de “nova geração”, será?  

 

Michel Laub nasceu em Porto Alegre em 1973. “Diário da Queda”, seu quinto livro que já recebe vários elogios, é lançado nesta terça-feira, 29 de março, às 19h, na Livraria Cultura de São Paulo.  Sobre o livro, leia crítica de Paulo Werneck, editor da Ilustríssima (aqui, se assinante do UOL ou da Folha)  e de Sergio Rodrigues, no blog Todoprosa (aqui).

 

Eis seus “dez mais”:

 

Bíblia (Gênesis, Livro de Jó, Apocalipse)

"O Náufrago" – Thomas Bernhard

"A Menina Sem Estrela" – Nelson Rodrigues

"Crime e Castigo" – F.Dostoiévski

"O Assassinato de Roger Ackroyd" – Agatha Christie

"O Som e a Fúria" – William Faulkner

"Ficções" – Jorge Luis Borges

"A Coleira do Cão" – Rubem Fonseca

"Grêmio, Nada Pode ser Maior" – Eduardo Bueno

"Desonra" – J.M.Coetzee

 
Veja as listas de 
Cristovao TezzaThiago de MelloMilton HatoumFrancisco AlvimMoacyr Scliar

 

Escrito por Josélia Aguiar às 17h10

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Gallimard faz 100 anos

Começo do século 20. Gaston Gallimard, filho de família abastada que não sabia bem o que queria fazer da vida a não ser flanar pelos bulevares de Paris, faz amizade com André Gide, escritor cujo sonho era fundar uma revista literária e uma casa editorial. Gide convence Gallimard, que tem dinheiro e bom gosto, charme e sorte, a entrar no negócio com outros amigos.

 

Ninguém podia prever que a editora levada adiante por Gallimard quase por acaso seria não só longeva, quanto importante para a literatura do mundo. Esses dias Paris está em festa para celebrar a editora que publicou, entre outros, Marcel Proust, Jacques Rivière, Henri Micheaux, Raymond Queneau, Albert Camus, Jean-Paul Sartre. Que fez circular coleções tão imitadas, até hoje: a “noire”, a de obras “do mundo inteiro” e a “Pléiade”, um colosso mítico.

Para saber mais

Na “L´Express”, veja o álbum com imagens da grande exposição em homenagem à Gallimard na Biblioteca Nacional francesa, aberta até julho (aqui, em francês)

No “Guardian”, leia a trajetória resumida de Gaston Gallimard (aqui, em inglês).

No “Le Monde”, saiu um grande dossiê, em 13 de março (aqui, em francês, para assinantes)

 

Acima, a primeira sede da editora, na rua Saint Benoît, em 1911. Imagem dos arquivos da Gallimard

 

Escrito por Josélia Aguiar às 12h25

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PERFIL

Jos�lia Aguiar Josélia Aguiar é jornalista, especializada na cobertura de livros. Assina a coluna Painel das Letras, publicada aos sábados no caderno "Ilustrada".


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