"Eu simplesmente não entendo o Natal -- disse Charlie Brown. -- No fim acabo sempre deprimido. A Lucy tem razão --respondeu Linus --Entre tantos Charlie Browns que existem no mundo, você é o mais Charlie Brown de todos."
O diálogo, editado, está em "O Natal de Charlie Brown", edição da L&PM.
Fui procurar histórias de Natal da turma do Charlie Brown no youtube e adorei isso aqui:
E agora, também a tempo do Natal, deixo a tradução que Drummond fez para esse lindíssimo poema de Jules Supervielle. Está no volume "Poesia Traduzida", da Cosac Naify, que reúne versos trazidos para o português pelo nosso poeta.
A seção "Um Poema" também está de volta --ufa!-- depois de demorados dois meses de quiproquós técnicos aqui no blog. A tempo do Natal.
Primeiro, publico um poema da polonesa Wislawa Szymborska, Nobel de Literatura em 1996. Uma antologia sua, com tradução de Regina Przybycien, saiu há pouco pela Companhia das Letras.
As estantes afetivas estão de volta. A desta tarde é de Luiz Ruffato, que listou as dez obras que considera as mais importantes em sua formação, não exatamente as de que mais gostou.
Ruffato nasceu no interior mineiro em 1961. A cidade é Cataguases, cenário de muitas das histórias que conta. Era jornalista em São Paulo até se dedicar exclusivamente à literatura. Uma década atrás, com “Eles Eram Muitos Cavalos”, venceu o prêmio da Fundação Biblioteca Nacional. Desde 2005, publica a série Inferno Provisório, que apresenta a cartografia do proletário e da (sobre) vida que leva. O quinto e último volume saiu este ano, “Domingos Sem Deus”.
"Memórias Póstumas de Brás Cubas" -Machado de Assis
"Formação da Literatura Brasileira" - Antônio Cândido
"Contos" - Luigi Pirandello
"Contos" - Anton Tchekov
"As Ilusões Perdidas" - Honoré de Balzac
"As Flores do Mal" - Charles Baudelaire
"O Som e a Fúria" - William Faulkner
"Lições de Filosofia da História Universal" - Friedrich Hegel
Meio século atrás, Raymond Queneau publicou um livro de leitura impossível.
Na obra, reuniu dez sonetos de versos combináveis, que formam rimas entre si. As tantas variações podem produzir até "cem mil milhões de poemas" (ou cem bilhões), como promete o título em francês, "Cent mille milliards de poèmes". Consta que um matemático o ajudou na empreitada, antes que ficasse completamente doido.
Ao sair, em 1961, o livro-jogo inaugurou o que se chamaria Oulipo, sigla que, em português, pode ser traduzida como Oficina de Literatura Potencial.
Por que é impossível ler a obra? Porque, pelo que entendi dos cálculos feitos, o leitor teria de gastar quase 200 milhões de anos ocupando oito horas do dia com as combinações possíveis. Quer dizer, o livro pode até ser lido, mas não totalmente.
Esta é a capa da edição mais recente da Gallimard, que vi por 34,20 euros na Amazon francesa (vá por aqui, se quiser encomendar para ferver os miolos nas férias).
A notícia nova, que li no sábado no suplemento literário "Babelia", do El País (vá por aqui, em espanhol), é que um grupo de dez autores de língua espanhola fez uma obra similar, em homenagem à de Queneau, agora em seu meio século.
Esta é a capa do livro, a "máquina de fazer poemas", como diz o "Babelia", publicado pela Demipage, de Madri, ao preço de 25 euros (vá por aqui).
Por este vídeo, você vê como as páginas são folheadas __cada verso ocupa uma lingueta, uma página-mãozinha o ajuda na separação dos versos.
De Queneau, você compra nas livrarias uma edição brasileira de "Zazie no Metrô", seu romance galhofeiro, numa edição recente da Cosac Naify (vá por aqui)
Elizabeth Bishop queria ter sido pintora, e não poeta (exagero retórico, talvez).
Uma exposição na Tibor de Nagy Gallery, em Nova York, apresenta suas obras, pequenas e repletas de detalhes, ao fim deste ano em que se celebra seu centenário de nascimento.
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